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quarta-feira, 2 de maio de 2007

Gelo do Ártico está derretendo 30 anos antes do previsto

Oceano ártico pode ficar praticamente sem gelo no verão já em 2020.
Degelo vai acelerar ainda mais o aquecimento global.
A capa de gelo do Ártico está derretendo muito mais rápido do que o esperado e cerca de 30 anos antes do que o previsto pelo Painel Intergovernamental de Mudança Climática, disse na terça-feira (01) um especialista em gelo norte-americano. Isso significa que o oceano no topo do mundo pode ficar sem ou quase sem gelo no verão até 2020, três décadas antes do que as previsões mais sombrias do painel, que eram de 2050.

A ausência de gelo no Oceano Ártico durante o verão seria um grande estímulo ao aquecimento global, disse Ted Scambos, glaciologista do Centro Nacional de Neve e Gelo no Colorado.

"No momento...o Ártico ajuda a manter a Terra fria", disse Scambos em entrevista por telefone. "Sem esse gelo do Ártico, ou com muito menos, a Terra vai aquecer muito mais rápido".

Isso porque o gelo reflete luz e calor. Quando ele desaparece, a terra ou mar muito mais escuros absorve mais luz e calor, fazendo com que seja mais difícil para o planeta esfriar, mesmo no inverno, disse ele.

Scambos e os co-autores do estudo, publicado no jornal Geophysical Research Letters, usaram dados de satélite e confirmação visual do gelo do Ártico para chegar a essas conclusões, uma imagem muito diferente do que a obtida a partir de modelos de computador usados pelos cientistas do painel intergovernamental.

"Parece que estamos no ritmo cerca de 30 anos antes do esperado para alcançar um estado em que não temos gelo no mar ou pelo menos não muito no final do verão no Oceano Ártico", disse ele.

Ele não considerou a noção que a forte tendência ao aquecimento no Ártico possa ser devido a ciclos climáticos naturais. "Não há muitos períodos na história que são assim dramáticos em termos de variabilidade natural", disse Scambos.

Ele disse que não tem dúvidas de que isso é causado em grande parte por gases do efeito estufa na atmosfera, que segundo ele é a única coisa capaz de mudar a Terra em escala tão grande por tantas latitudes.

Questionado sobre o que resolveria o problema -- tópico de um novo relatório do painel intergovernamental a ser divulgado na sexta-feira em Bangcoc -- Scambos disse que uma grande erupção volcânica poderia segurar o derretimento de gelo do Ártico por alguns anos.

Mas ele acredita que o aquecimento contínuo é inevitável nas próximas décadas. "A longo prazo e para os próximos 50 anos, acho que até mesmo o novo relatório vai concordar que teremos um bom aquecimento", disse Scambos.

Fonte - G1

Nota DDP:
É mais do que evidente que os números noticiados em previsões sobre o espaço de tempo no futuro nesta questão climática é tão preciso quanto aqueles considerados para avaliação de descobertas do passado, ou seja, grandes chutes... Cada um dá o seu.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Derretimento no Ártico pode afetar um quarto da população mundial

O nível do mar pode aumentar mais de um metro até 2100 com o derretimento do gelo do Ártico, causando a inundação de regiões costeiras e afetando potencialmente um quarto da população mundial, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira pela organização internacional para a preservação da natureza, World Wildlife Fund (WWF).

O documento sugere que o aumento do nível das águas seria quase o dobro do previsto no estudo do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) que, em 2007, estimava este número em 59 centímetros.

A WWF diz que o relatório Feedbacks do Clima do Ártico: Implicações Globais é o primeiro do tipo a incorporar o impacto do derretimento do gelo na Groenlândia e da porção ocidental da Antártida sobre o nível do mar, regiões que não foram consideradas nas projeções do IPCC.

As temperaturas do ar no Ártico aumentaram quase duas vezes em relação à média global nas últimas décadas, diz a WWF. "O que este relatório nos permite ver são as (...) amplas consequências globais deste aquecimento", disse o cientista Martin Sommerkorn, consultor para mudanças climáticas do programa da WWF para o Ártico, em entrevista divulgada pela organização no YouTube.

Motor de mudanças

O derretimento do gelo do Ártico se tornaria um motor de mudanças climáticas mais acentuadas, diz o documento da WWF.

O relatório prevê que a perda acentuada do gelo com o aquecimento do Ártico influenciaria o clima além da região. O fenômeno mudaria a temperatura e os padrões de precipitação de chuvas na Europa e na América do Norte, afetando a agricultura, florestas e recursos hídricos.

O documento explica que o solo congelado do Ártico reserva o dobro do carbono mantido na atmosfera e, que se o aquecimento da região continuar, o gelo do solo vai se derreter e liberar carbono na atmosfera na forma de dióxido de carbono e metano em níveis significativos.

A concentração de metano, um gás causador do efeito estufa especialmente poderoso, vem aumentando na atmosfera nos últimos dois anos e há sugestões de que isso se deve ao aquecimento da tundra do Ártico.

"Este relatório mostra que é urgentemente necessário controlar as emissões dos gases do efeito estufa enquanto ainda podemos", disse Sommerkorn.

"Se nós permitirmos que o Ártico fique quente demais, há dúvidas sobre se poderemos manter a cadeia de implicações desse fenômeno sob controle."

"Nós acreditamos que estas informações são críticas para se levar às pessoas diante do novo acordo sobre mudanças climáticas que será negociado em Copenhague (Dinamarca) em dezembro."

O tratado a ser negociado na capital dinamarquesa vai ser a sequência do Protocolo de Kyoto.

Fonte - Último Segundo


domingo, 19 de agosto de 2007

Gelo no Oceano Ártico chega ao menor nível já registrado

O gelo sobre o Oceano Ártico encolheu à menor extensão já registrada e o derretimento prossegue, informa o Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve dos Estados Unidos (NSIDC). "Hoje é uma data histórica", disse um dos principais cientistas do centro, Mark Serreze."

Este é o menor volume de gelo que já vimos nos registros de satélite, e ainda temos mais um mês para passar na temporada de degelo deste ano", afirma.

Medições por satélite mostram 5,26 milhões de quilômetros quadrados de gelo no Ártico, abaixo da mínima recorde de 21 de setembro de 2005, de 5,32 milhões de quilômetros quadrados, informa o NSIDC.O gelo marítimo está particularmente baixo na parte do ártico correspondente à Sibéria Oriental e ao Mar de Beaufort, no norte do Alasca, de acordo com o centro.

O gelo no arquipélago canadense também reduziu-se bastante. Ao longo do lado do Oceano Ártico voltado para o Atlântico, a extensão da perda de gelo não é tão grande, mas ainda está acima do normal.

Cientistas acompanham a extensão do gelo no Ártico desde os anos 70, quando imagens de satélite passaram a ser disponibilizadas.

As regiões polares são um foco de preocupação para os especialistas no clima mundial que estudam o aquecimento global, porque essas regiões deverão sentir o impacto da mudança climática antes, e num grau mais acentuado, que outras partes do planeta.

O gelo no Ártico ajuda a resfriar a região, refletindo a luz do Sol de volta para o espaço - essa luz poderia ser absorvida se atingisse o solo escuro ou o oceano. O gelo reflete 80% da luz incidente. Já o oceano líquido absorve 90%.

O céu esteve anormalmente claro sobre o Ártico nos últimos meses, o que aumentou a incidência de luz solar e contribuiu para o derretimento elevado. Mas Serreze disse que "simplesmente não podemos explicar tudo por meio de processos naturais". "Esta é uma evidência muito forte de que começamos a ver um aquecimento por efeito estufa", disse ele, o que implica efeitos de atividade humana.

Ele diz que, anos atrás, teria previsto o desaparecimento total do gelo do Ártico durante o verão para 2070 ou 2100 mas, diante das taxas atuais, Serreze afirma que o derretimento total poderia ocorrer até 2030. (Estadão Online)

Fonte - Ambiente Brasil

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Novo estudo prevê fim das geleiras de verão no Ártico em 2016

Cientistas que haviam previsto que geleiras se derreteriam durante os verões no Ártico em 2013 agora projetam que isso talvez demore mais alguns anos, mas ainda deve ocorrer nesta década - provavelmente em 2016.

A previsão original, feita em estudo de 2007, rendeu uma onda de críticas ao autor, o cientista Wieslaw Maslowski.

Agora, Maslowski e sua equipe trabalham com um novo modelo de computador - feito parcialmente por causa da onda de críticas - que identificou a data "estimada" como sendo 2016.

Seu estudo foi apresentado no encontro anual da União Europeia de Geociências (EGU, na sigla em inglês).

O novo modelo foi projetado para reproduzir interações do mundo real, ou "cruzamentos", entre o oceano Ártico, a atmosfera, o gelo e os rios que deságuam no mar.

"No passado (...), estávamos projetando o futuro presumindo que tendências poderiam persistir, como foi observado em tempos recentes", disse Maslowski, que trabalha na Escola de Pós-Graduação Naval, em Monterey, na Califórnia.

"Agora, estamos tentando ser mais sistemáticos e desenvolvemos um modelo regional do clima do Ártico que é muito parecido com os modelos de mudança climática do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC)", disse à BBC News.

"Podemos fazer um modelo completo de cruzamentos para o passado e o presente e ver o que o modelo vai prever para o futuro quanto ao gelo do mar e o clima ártico." E uma das projeções identificou que o derretimento de verão pode deixar os mares do Ártico sem a presença de gelo por volta de 2016, "com margem de erro de três anos a mais ou a menos".

Provas Um dos ingredientes mais importantes do novo modelo é a informação relativa à grossura do gelo que flutua no mar.

Satélites são cada vez mais capazes de detectar essa grossura, geralmente a partir da medição de quão acima da superfície marítima está a geleira. A medição também indica a profundidade desse gelo.

A inclusão dessa estimativa no modelo de Maslowski foi um dos fatores que o forçou a rever a projeção de 2013, que levantou suspeitas e críticas quando foi anunciada em uma reunião ocorrida quatro anos atrás.

Desde um derretimento particularmente expressivo ocorrido em 2007, uma grande proporção do Ártico tem sido coberta por uma camada de gelo fino, que é formada durante uma única estação e é mais vulnerável a mudanças sutis de temperatura do que o gelo grosso.

Mesmo levando isso em consideração, a data projetada por Maslowski é anterior à prevista por outros cientistas.

Mas um deles - Walt Meier, do Centro de Informações de Neve e Gelo dos EUA, no Colorado - diz que o comportamento do gelo marinho se torna menos previsível à medida que se torna mais fino.

"O modelo (de Maslowski) é bastante bom, tem bastante precisão e captura detalhes que estão perdidos em modelos climáticos globais", disse. "Mas 2019 é daqui a apenas oito anos. Há modelos mostrando que (as datas prováveis do derretimento são por volta de) 2040 ou 2050, e ainda tendo a acreditar nisso." Ele agrega: "Ficaria muito surpreso (se o derretimento de verão) ocorresse em 2013. Menos surpreso se ocorresse em 2019".

Método O derretimento drástico de 2007 foi o maior já registrado pelos satélites, ainda que nos anos seguintes a perda de gelo foi inferior à média de longo prazo.

Mas alguns pesquisadores acreditam que o derretimento de 2010 foi tão marcante quanto o de 2007, já que as condições climáticas foram no ano passado mais favoráveis à durabilidade do gelo.

Ainda que muitos cientistas do clima e ambientalistas estejam seriamente preocupados com o futuro do gelo ártico, para outras partes da sociedade e dos governos o derretimento traz desafios e oportunidades.

Os governos da Rússia e do Canadá, por exemplo, estão de olho nas oportunidades de mineração que vão despontar no pólo Norte, e o Exército dos EUA expressou preocupação em perder parte de sua defesa na sua fronteira do norte durante uma parte do ano.

"Não estou tentando ser alarmista nem dizer que 'prevemos o futuro porque temos uma bola de cristal'", disse Maslowski. "Estamos tentando fazer os políticos e as pessoas perceberem que o gelo de verão (do Ártico) pode sumir até o fim da década."

Fonte - BOL

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Degelo do Ártico abre caminho a perigosa migração microbiana

Cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos

O acelerado degelo do Ártico, em consequência do aquecimento global, abre caminho a inéditos movimentos migratórios de agentes patogênicos, que representam um risco para os mamíferos marinhos e, potencialmente também, para os seres humanos, alertaram os cientistas.

"Com as mudanças climáticas, percebemos que existe uma possibilidade sem precedentes de que os agentes patogênicos migrem para novos ambientes e causem doenças", disse Michael Grigg, parasitólogo do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

"O gelo é uma enorme barreira ecológica para os patógenos, que ao aumentar as temperaturas no Ártico conseguem sobreviver e acessar novos anfitriões vulneráveis que não desenvolveram imunidade contra estes micróbios e parasitas por não ter ficado expostos anteriormente", disse nesta quinta-feira, durante conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), celebrada em Chicago entre 13 e 17 de fevereiro.

Uma nova cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu recentemente, causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos ameaçados no Ártico, como leões marinhos, morsas, ursos polares e ursos pardos no Alasca e até no sul da província canadense da Columbia Britânica.

Outro parasita que está comumente nos gatos, chamado "Toxoplasma gondii", foi encontrado em baleias brancas (belugas) em águas do Ártico, algo nunca visto, disse o cientista.

A descoberta, há alguns anos, provocou um alerta sanitário nas populações de esquimós que tradicionalmente comem a carne destas baleias, acrescentou.

"Trata-se de um novo patógeno endêmico no Ártico que matou 406 focas cinzas em bom estado físico no Atlântico Norte em 2012", disse Grigg, indicando que este parasita é inofensivo para os humanos.

Este é o primeiro exemplo de um parasita que migra do norte para o sul, segundo o especialista, que fez uma comparação com a peste negra na Europa da Idade Média, que matou um terço da população que nunca tinha estado exposta ao patógeno.

A toxoplasmose, a infecção causada pelo "Toxoplasma gondii" é a principal causa de cegueira infecciosa em humanos e pode ser fatal para o feto, assim como para as pessoas e animais com um sistema imunológico debilitado.

Este parasita é transmitida principalmente pelo consumo de carne mal cozida ou de água que esteve em contato com solos contaminados com fezes de gato.

"Os mamíferos marinhos podem ser bons sentinelas do ecossistema no Ártico", afirmou Sue Moore, bióloga oceanógrafa da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), na conferência da AAAS.

"Estes animais emitem sinais do que está acontecendo e temos que melhorar a nossa interpretação", disse, destacando que o Ártico perdeu cerca de 75% de seu gelo permanente nos últimos anos.

"Sabemos muito pouco sobre a capacidade das plantas, animais e humanos para responder ao ritmo incrivelmente rápido do aquecimento global", disse Christopher Field, professor de biologia da Universidade de Stanford (Califórnia, oeste).

Segundo o especialista, a velocidade desse ritmo é incomensurável com relação à da maior mudança climática precedente, o esfriamento do planeta registrado há mais de 50 milhões de anos.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Gelo do Ártico sumirá até 2040

Financiado pela Nasa, novo estudo adianta em pelo menos 30 anos derretimento da camada gelada no Pólo Norte

THE TIMES

O gelo que cobre o Oceano Ártico tem derretido de forma tão rápida que o Pólo Norte será um mar aberto em apenas 30 anos, segundo previsão de climatologistas americanos. Para eles, até 2040 a região não terá mais aquele lençol gigantesco de água congelada, como acontece hoje.

No verão ártico, os navios poderão navegar tranqüilamente no topo do mundo, cheios de turistas que observarão o que era uma das paisagens mais inacessíveis do planeta até que o aquecimento global desse conta do recado. Um pouco de gelo pode resistir em áreas costeiras, como na Groenlândia e nas Ilhas Ellesmere, e só.

É um processo que durará menos de uma geração e que já está em curso. Os cientistas, financiados pela Nasa (a agência espacial americana), calcularam a diminuição do gelo com base nos índices registrados hoje em dia. Nos últimos 25 anos, o gelo ártico reduziu em 25%.

A perda será constante até 2024. A partir de então, o processo se acelera, num efeito que os pesquisadores chamam de “feedback positivo” - ou efeito dominó. Isso porque o gelo normalmente reflete de volta para o espaço parte da radiação solar que a Terra recebe. À medida que a área coberta diminui, essa radiação é absorvida pelo oceano, que por sua vez esquenta e impulsiona um derretimento mais rápido.

Esse processo já era conhecido e, só com ele, o gelo ártico sumiria lá para 2080. A data mudou em virtude de um fator que havia sido esquecido pelos cientistas. Em um novo estudo, um grupo formado por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR) e de duas universidades americanas incluíram, no cenário já trabalhado pela ONU, correntes oceânicas mais quentes.

“Testemunhamos grandes perdas de gelo, mas a pesquisa sugere que a redução será ainda mais dramática nas próximas décadas, de uma maneira que nunca aconteceu antes”, diz Marika Holland, do NCAR, principal autora do estudo. “À medida que diminui a cobertura de gelo, o oceano transporta mais calor ao Ártico e o mar aberto absorve mais radiação solar.”

GASES DO EFEITO ESTUFA

O derretimento desse gelo todo, por si só, não elevaria o nível dos oceanos - uma vez que é apenas água sólida sobre água líquida, como uma pedra de gelo num copo d’água. Mas o aquecimento pode alavancar o derretimento já em curso da camada gelada sobre a Groenlândia - isso sim suficiente para acrescentar 7 metros àquele nível.

Para confirmar o resultado, o cálculo foi replicado em outros modelos climáticos, com datas similares na maioria deles. “O ritmo e a maneira pelos quais o gelo diminui afetam a habilidade de ecossistemas e sociedades se adaptarem às mudanças”, alerta o grupo.

Para alguns cientistas, a previsão de 30 anos é até superotimista. Um deles é Chris Rapley, coordenador do Serviço Antártico Britânico. Ele acha mais provável que a perda de gelo se agrave com o crescimento acelerado da emissão de gases do efeito estufa, que mais do que dobrou desde 2000. O efeito estufa agrava o aquecimento global. “O estudo pode ser uma subestimativa de quando o gelo ártico no verão terá sumido”, diz.

Por outro lado, em um discurso muito próximo ao dos ambientalistas, os climatologistas afirmam que a perda pode ser minimizada com a redução da emissão de gases-estufa. “Tais reduções aliviam a pressão sobre estes eventos.”

Jeff Ridley, cientista do Centro Hadley, da Grã-Bretanha, que não participou do estudo, olha os dados com precaução. Lembra que todos os estudos anteriores apontavam para um tempo de 65 a 75 anos antes de o gelo sumir no verão ártico. “Todos os nossos modelos globais, no relatório do IPCC, indicam que o gelo não vai desaparecer até 2070 ou 2080.”

O IPCC, ou Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, é o órgão da ONU que estuda as questões e congrega todas as descobertas no setor, ao publicar documentos que nortearão políticas sobre a questão.

Fonte - Estadão

Mais do mesmo, aqui.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Gelo em extinção

O gelo marinho está cada vez mais fino. Grandes áreas do Ártico estão com espessura de apenas 1 metro, o que equivale a uma diminuição de aproximadamente 50% em comparação com 2001. As medidas foram feitas por uma expedição de 50 cientistas de diversos países.

O grupo está há quase três meses a bordo do navio Polarstern com o objetivo de estudar grandes extensões no Ártico, em pesquisa que faz parte do Ano Polar Internacional.

Entre os primeiros resultados do trabalho, o grupo identificou que não são apenas as correntes oceânicas que estão mudando, mas a própria estrutura do Ártico.

Bóias autônomas, programadas para se deslocar sozinhas, foram espalhadas com o objetivo de recolher dados que possam aprofundar o conhecimento a respeito das mudanças na região. Os dados são recebidos via satélite e a primeira conclusão é totalmente negativa.

“A cobertura de gelo no mar do pólo Norte está definhando, o oceano e a atmosfera estão se aquecendo constantemente e as correntes oceânicas estão mudando”, disse Ursula Schauer, do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Polar e Marinha, na Alemanha, que participa da expedição ao lado de cientistas da Rússia, Finlândia, Estados Unidos, Espanha, Suíça, França, Holanda e China.

“Estamos no meio de uma fase de mudanças dramáticas no Ártico e o Ano Polar Internacional oferece uma oportunidade única para estudar o oceano em colaboração com pesquisadores internacionais”, disse Ursula.

Os cientistas também encontraram elevada concentração de áreas em processo de descongelamento tanto no oceano como em lagos. A espessura do gelo marinho no Ártico tem diminuído desde 1979, até o atual 1 metro na bacia central.

Simulações feitas em computador apontam que todo o gelo do Ártico pode desaparecer em menos de 50 anos caso o aquecimento global continue nas taxas atuais. O Ártico é a região que mais tem sido afetada pelo aquecimento causado pelo efeito estufa.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Ainda sobre o Ártico...

Temperaturas acima dos 20 graus no Ártico em pleno verão e degelo em algumas partes do pólo em setembro. Esta é mais uma prova de que o aquecimento global está afetando rapidamente as calotas polares, diz reportagem publicada nesta quarta-feira (03), pelo britânico The Independent.

Segundo o jornal, cientistas da Universidade de Queen de Ontário (Canadá) registraram temperaturas de 22 graus em julho durante uma expedição na Ilha Melvillve. A temperatura média na região, segundo um professor da instituição, Scott Lamoureux, não passa dos cinco graus.

A elevação na temperatura é acompanhada por um degelo que também alcançou níveis recordes. "A paisagem se desmontou em pequenas peças diante dos nossos olhos", afirmou Lamoureux. Segundo o professor, durante quase todo o mês de julho as temperaturas ficaram na casa dos 15 graus, algo raríssimo.

O jornal francês Le Figaro divulga nesta quarta um estudo do Centro de Neve e Gelo dos Estados Unidos segundo o qual o Ártico já perdeu 25% de sua superfície desde 2005. Os 4,28 milhões de quilômetros quadrados atualmente são 23% menor que há dois anos e 39% inferior à média registrada entre 1979 e 2000, diz o relatório da instituição.

Um outro estudo, desta vez do instituto alemão Alfred Wegener, assinala que o aquecimento fez com que algumas calotas do Ártico, cuja espessura chegava a 2 metros, foram reduzidas à metade.

A alarmante situação sobre como a mudança climática está afetando o pólo norte se soma às estimativas do pesquisador do Conselho Superior de Investigações Científicas, Carlos Duarte. "No ano passado foram revistas as previsões (de total degelo do Ártico) para 2040, mas se continuarmos nesta tendência observada em 2007, possivelmente o Ártico descongelará em 2020", afirmou. (Estadão Online)

Fonte - Ambiente Brasil

Nota DDP:
Volto a salientar aqui que os parâmetros são completamente aleatórios e ninguém sabe muito bem o que ocorrerá. Já se falou em 2100, 2070 e 2030 (Gelo no Oceano Ártico chega ao menor nível já registrado), já passamos para 2020...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Aquecimento global: um escândalo científico

Garoto-propaganda do ECOmenismo

Novos dados sugerem que o “desaparecimento” do gelo polar não seja resultado de aquecimento global galopante

Quando as gerações futuras olharem para trás, para o alarme do aquecimento global nos últimos 30 anos, nada vai chocá-las mais do que a constatação de que os registos oficiais de temperatura – nos quais todo o pânico se apoiava em última instância – foram sistematicamente “ajustados” para mostrar a Terra como tendo aquecido muito mais do que os dados reais comprovavam. Há duas semanas, sob o título “Como estamos sendo enganados com dados errados sobre o aquecimento global”, escrevi sobre Paul Homewood que, em seu blog “Not a lot of people know that”, tinha contrastado os gráficos de temperatura publicados por três estações meteorológicas no Paraguai com as temperaturas que haviam sido originalmente registradas. Em cada exemplo, a tendência atual de 60 anos de dados tinha sido dramaticamente invertida, de modo que uma tendência de arrefecimento foi alterada para uma que apresentou um aquecimento significativo.

Esse foi apenas o último de muitos exemplos de uma prática há muito reconhecida por especialistas observadores ao redor do mundo – o que levanta um ponto de interrogação cada vez maior sobre todo o registro oficial de temperatura de superfície.

Após o meu último artigo, Homewood verificou o resgistro de outras estações meteorológicas da América do Sul em torno das três originais. Em cada caso, ele encontrou as mesmas suspeitas de “ajuste” em sentido único. Primeiro esses foram feitos pela Global Historical Climate Network (GHCN) do governo dos EUA. Foram depois amplificados por dois dos principais registros oficiais de superfície, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) e do Centro Nacional de Dados Climáticos (NCDC), que usam as tendências de aquecimento para estimar as temperaturas ao longo das vastas regiões da terra onde não há medições. Contudo, estes são os registros de que cientistas e políticos dependem para a sua crença no “aquecimento global”.

Homewood voltou agora sua atenção para as estações meteorológicas em grande parte do Ártico, entre o Canadá (51 graus Oeste) e o coração da Sibéria (87 graus Este). Mais uma vez, em quase todos os casos, os mesmos ajustes de sentido único foram feitos, para mostrar aquecimentos de 1 grau Celsius ou mais elevado do que foi indicado pelos dados que foram registrados. Isso surpreendeu nada menos do que Traust Jonsson, que esteve muito tempo como responsável de pesquisa do clima no gabinete de meteorologia da Islândia (e com quem Homewood tem estado em contacto). Jonsson ficou espantado ao ver como a nova versão “faz desaparecer” completamente os “anos de gelo do mar” da Islândia, por volta de 1970, quando um período de arrefecimento extremo quase devastou a economia de seu país.

Um dos primeiros exemplos desses “ajustes” foi exposto em 2007 pelo estatístico Steve McIntyre, quando descobriu um artigo publicado em 1987 por James Hansen, o cientista (mais tarde virou fanático ativista do clima) que por muitos anos liderou o GISS. O gráfico original de Hansen mostrou as temperaturas no Ártico como tendo sido bem mais altas por volta de 1940 do que em qualquer momento desde então. Mas, como Homewood revela em seu post “Ajustes de temperatura transformam a história do Ártico”, o GISS virou isso ao contrário. As temperaturas do Ártico a partir desse momento foram tão abaixadas que já estão diminuídas pelas dos últimos 20 anos.

O interesse de Homewood no Ártico acontece, em parte, porque o “desaparecimento” de seu gelo polar (e dos ursos polares) tornou-se como um “garoto-propaganda” para aqueles que tentam nos convencer de que somos ameaçados pelo aquecimento galopante. Mas ele escolheu esse trecho específico do Ártico porque é onde o gelo é afetado por água mais quente trazida por mudanças cíclicas numa grande corrente atlântica - esta última atingiu o pico há 75 anos, quando o gelo ártico recuou ainda mais do que tem feito recentemente. O derretimento do gelo não é de todo causado pelo aumento das temperaturas globais.

De muito mais sério significado, porém, é a maneira como essa manipulação geral do registro oficial de temperatura - por razões que o GHCN e o GISS nunca explicaram plausivelmente - se tornou o verdadeiro elefante na sala do maior e mais caro alarme que o mundo conheceu. Isso realmente começa a parecer como um dos maiores escândalos científicos de todos os tempos.

(The Telegraph; tradução de Filipe Reis)

Nota Criacionismo: Quero repetir aqui algo que nunca é demais deixar claro: não nego que possa estar havendo algum tipo de aquecimento global. O que questiono (e não sou o único) é se o ser humano seria o fator primordial (o principal culpado) nesse processo. Se a culpa for nossa, devemos aceitar qualquer imposição que nos for feita para amenizar as consequências do estrago que estamos fazendo. É verdade que muitas das propostas para reduzir ou frear o aquecimento (independentemente de sermos ou não capazes de fazer isso) são boas, como é o caso da redução da emissão de gases poluentes. Mas há, também, outros interesses (os quais têm sido chamados de ECOmenismo) que poderão tolher a liberdade de pessoas que nada têm que ver com essa história toda. Se tiver interesse em conhecer um ponto de vista sobre esse assunto, assista ao vídeo abaixo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Oceano Ártico terá verão sem gelo em 2050, diz relatório da ONU

Quando o biólogo sueco Tom Arnbom desembarcou neste verão na costa do mar de Laptev, na Rússia, para coletar DNA de morsas, notou que os enormes mamíferos tinham um medo incomum de ursos-polares, animal que normalmente não os ataca.

Após alguns dias no local, o cientista percebeu que, sem terem gelo marinho como base de caça, os ursos não alcançavam focas e outras presas prediletas. A alternativa era tentar abocanhar filhotes de morsa, com alto risco de serem pegos pelos adultos.

Esse é um dos impactos que o declínio do gelo marinho no Ártico provocou nos últimos anos. O aumento do ritmo de degelo na região é um dos principais pontos a serem revistos no próximo relatório do IPCC (painel do clima da ONU, formado por milhares de cientistas).

Amanhã, a primeira parte do texto, dedicada à física do clima, será divulgada.

"É muito provável que a cobertura de gelo marinho no Ártico continue a encolher e afinar", afirma o texto preliminar do documento. "Sob o cenário RCP8.5 [hipótese mais pessimista do relatório], um oceano Ártico quase sem gelo provavelmente será visto antes do meio do século."

O painel informa que é possível dizer com "alta confiabilidade" que o Ártico vai se aquecer mais rápido que outras regiões e revê para pior o seu prognóstico. Há menos de uma década, porém, o maior relatório sobre o tema, o "Arctic Climate Impact Assessment", estimava que o temido "setembro sem gelo" só viria no fim do século.

O gelo marinho ajuda a refletir radiação solar. Com o degelo e mais área de águas escuras para absorver calor, a escassez de superfície branca vai retroalimentar a mudança climática, diz o IPCC.

A MARCHA DAS MORSAS

Arnbom, hoje um pesquisador a serviço da ONG ambientalista WWF, trabalhou por muitos anos na região para o governo da Suécia, país que tem 15% de seu território no círculo ártico.
"O que eu vi no Ártico 40 anos atrás não existe mais. É impressionante ver quão rápido se foi. Estava lá todos os anos. Alguns eram mais frios que outros, e a população de animais variava, mas em 2007 me dei conta de que os impactos eram bem visíveis."

Naquele ano, todo o gelo em alto mar derreteu na região de Laptev, e morsas que costumavam se espalhar em pedaços de gelo marinho migraram para uma única praia, formando uma concentração de mais de 50 mil indivíduos.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Gelo no Ártico pode desaparecer antes de 2060

O catedrático de Ecologia da Universidade do Alasca-Fairbanks, nos Estados Unidos, Stuart Chapin, advertiu sobre a possibilidade de que em menos de 50 anos o gelo do Ártico desapareça como conseqüência do aquecimento global, já que estão ocorrendo mudanças mais rapidamente do que se previa. Chapin apresentou, na Fundação BBVA de Madri, os resultados de suas pesquisas sobre o aquecimento no Ártico e seus efeitos sobre a mudança global, assim como a resposta das espécies animais e vegetais ao aumento das temperaturas. O pesquisador americano considerou que se vive um momento "crítico" para o futuro da biodiversidade e do planeta e insistiu em que as decisões que os diferentes países adotarem hoje determinarão as mudanças que ocorrerão em 50 anos.

Segundo sua opinião, os relatórios do Grupo Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês) da ONU são "muito conservadores". De acordo com as pesquisas realizadas pela equipe de Chapin na Universidade do Alasca, a neve derrete cada vez mais cedo no Ártico, o que acelera a mudança climática na região, que registrou nos últimos anos as temperaturas mais elevadas em 400 anos.

Seus dados revelam que a neve no Ártico derreteu dois dias e meio mais cedo por década em média nos últimos 45 anos. No Alasca, nesse mesmo período (de 1961 até agora) ocorreu um aquecimento do solo nos meses de verão de 2°C, que originou também um aquecimento do ar, cuja temperatura se elevou em 2,7°C, alcançando as médias mais altas nos últimos 75 anos.

Segundo Chapin, a maior duração da temporada sem neve permitiu a extensão rumo ao norte do Alasca da floresta boreal (árvores e arbustos), que, progressivamente, está preenchendo regiões anteriormente ocupadas pela tundra. Segundo suas estimativas, se for mantido o atual ritmo de expansão das florestas, o aquecimento da atmosfera no Ártico poderia se multiplicar entre 2 e 7 vezes nas próximas décadas.

Chapin disse que a antecipação do derretimento da neve do Ártico terá grandes impactos nas comunidades humanas e nas espécies animais e vegetais que habitam o Pólo Norte.

(Terra)

Fonte - Blog Michelson Borges

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Gelo do Ártico atinge nível recorde de baixa e deve continuar derretendo

WASHINGTON, 27 Ago (Reuters) - A calota polar do Ártico encolheu ainda mais, ultrapassando o recorde estabelecido há apenas cinco anos, e deve continuar diminuindo ao longo de mais algumas semanas, de acordo com dados dos Estados Unidos divulgados nesta segunda-feira.

O gelo do mar do Ártico caiu para 4,10 milhões de quilômetros quadrados, o número mais baixo desde que os satélites começaram a medir o gelo em 1979, segundo o Centro Nacional de Dados da Neve e do Gelo dos Estados Unidos.

"É um pouco surpreendente ver a extensão de gelo marinho do Ártico de 2012 cair em agosto para baixo do recorde de baixa de 2007 em setembro", disse Walt Meier, cientista do centro. "É provável que ultrapassemos bastante o recorde de declínio neste ano no momento em que tudo for dito e feito".

Espera-se que o gelo diminua até meados e o final de setembro, quando o derretimento do verão geralmente acaba, segundo o centro.

O encolhimento do gelo do Ártico alarma os cientistas e ambientalistas porque o Ártico age como o ar-condicionado do mundo, ajudando a moderar o clima do planeta.

Fonte - Bol

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Oceano Ártico poderá ter verão sem gelo em 2013, diz estudo


12.12.2007 - Um estudo realizado nos Estados Unidos e na Polônia aponta que o Oceano Ártico poderá passar o verão totalmente sem gelo dentro de apenas cinco ou seis anos.

Em uma apresentação no encontro da União Americana de Geofísica, em San Francisco, a equipe de cientistas da Nasa e da Academia Polonesa de Ciências disse que projeções anteriores subestimaram o processo que está causando o derretimento do gelo no Ártico.

A equipe de pesquisadores se concentrou em medidas da camada de gelo observadas entre 1979 e 2004, mas a extensão mínima de gelo foi registrada no verão deste ano.

"Com isso, podemos até dizer que nossa projeção para 2013 já é tímida", disse Wieslaw Maslowski, chefe do grupo de cientistas.

Segundo o estudioso, a diferença entre outros estudos e o seu está na resolução dos modelos criados para simular as situações no futuro.

"Nós usamos um modelo de alta resolução, com dados atmosféricos realísticos", disse Maslowski. "Com isso, conseguimos uma imagem muito mais realista, com a influência de forças acima da atmosfera e abaixo do oceano." O grupo do professor Maslowski, que inclui cientistas da Nasa e do Instituto de Oceanologia e da Academia Polonesa de Ciências, é conhecido por produzir dados e modelos mais avançados em relação a outros grupos de estudo.

Os outros grupos de pesquisadores produziram informações para um verão com o Oceano Ártico aberto em um período que varia entre 2040 e 2100.

Para Maslowski, estes modelos subestimaram alguns processos importantes envolvidos no derretimento das geleiras. O pesquisador afirma que os modelos precisam incorporar representações mais realistas da forma como a água quente está se movendo pela bacia ártica, vinda dos oceanos Atlântico e Pacífico.

"O que alego é que os modelos climáticos globais subestimam a quantidade de calor transportada para o oceano de gelo", afirmou.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, usa a média de uma série de modelos para calcular a perda de gelo na região.

Mas, nos últimos anos, aparentemente a taxa real de derretimento das geleiras no verão está ficando à frente dos modelos.

Em setembro deste ano, a camada de gelo sofreu uma retração recorde e ficou com 4,13 milhões de quilômetros quadrados. A marca anterior havia sido registrada em 2005, quando a extensão de gelo foi de 5,32 milhões de quilômetros quadrados.

O Centro Nacional de Informações sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC) coleta informações a respeito da extensão do gelo no Oceano Ártico e faz boletins regulares sobre o assunto.

O cientista do centro, Mark Serreze, foi um dos palestrantes do encontro da União Americana de Geofísica, em San Francisco, e discutiu a possibilidade de um mar aberto, sem geleiras, no Oceano Ártico, durante os meses do verão.

"Há alguns anos, eu pensava (nesta possibilidade) para 2050, 2070, até além do ano 2100, pois isto era o que nossos modelos nos mostravam", afirma Serreze. "Mas, como vimos, os modelos não são rápidos o bastante no presente", acrescentou. "Estamos perdendo gelo a uma velocidade maior." "Minha opinião é que 2030 não é um ano cedo demais. Mas Maslowski é da opinião de que poderá acontecer em 2013. Veremos como será o resultado", concluiu o cientista.

Fonte - BBC

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Dois imensos blocos de gelo se desprendem de plataforma no Ártico

MONTREAL (AFP) - Dois imensos blocos de gelo, totalizando quase 20 km², se desprenderam na semana passada da maior plataforma de gelo do Ártico, informaram nesta terça-feira responsáveis canadenses.

Uma ilha de gelo flutuante de 4 a 5 km² e outra de 14 km² se formaram depois de seu desprendimento da plataforma de gelo Ward Hunt, contígua à ilha de Ellesmere, no extremo norte do Canadá, declarou à AFP Luc Desjardins, do Serviço canadense do gelo.

"A primeira teria se desprendido no dia 22 de julho, e a segunda na madrugada de 24 de julho", destacou, acrescentando que vários pedaços menores também se desprenderam da plataforma e estão à deriva.

Sua presença no Ártico não prejudica, por enquanto, a circulação marítima nestas águas, garantiu Desjardins.

Trata-se da maior ruptura de gelo no Ártico desde o desprendimento, em 2005, da "ilha de gelo Ayles", de 66 km², uma superfície equivalente à de Manhattan.

Uma equipe científica canadense realizou um vôo de reconhecimento sobre o primeiro iceberg e analisou dados de satélites, verificando o desprendimento do segundo bloco de gelo.

Cinco grandes plataformas de gelo cercam a extremidade norte da ilha de Ellesmere, das quais Ward Hunt é a mais importante, com uma superfície total de 443 km2.

As plataformas de gelo da ilha de Ellesmere, de vastas faixas de gelo espesso e ondulante que flutuam sobre o mar mas estão presas à terra, existem a cerca de 4 mil anos, segundo pesquisadores canadenses.

"Comprovamos que durante o século XX houve uma perda de 90% da superfície de gelo" na zona. "É um processo iniciado há algum tempo, mas observamos acontecimentos pontuais", disse Derek Mueller, um geógrafo especialista em Ártico da Universidade de Trent, em Ontario.

Mueller citou o caso da plataforma de gelo de Petersen, que perdeu um terço de sua superfície entre 2005 e 2007.

O desprendimento destes imensos blocos de gelo indicam um aquecimento do clima no extremo Ártico, segundo vários pesquisadores.

Fonte - Yahoo

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ártico derrete "muito mais rápido" que o previsto

O derretimento das geleiras no Ártico acontece "muito mais rápido" que o previsto até então e se aproxima do "ponto de não retorno", segundo um estudo publicado nesta quinta-feira pelo WWF (Fundo Mundial para a Natureza).

A calota glacial da Groelândia, com o volume atual estimado em 2,9 milhões de metros cúbicos, e as geleiras do Oceano Ártico, avaliadas em 4,4 milhões de metros cúbicos em setembro de 2007, estão nos níveis mais baixos jamais observados, segundo a organização.

O volume das camadas de gelo do oceano conheceu uma redução de 39% em relação ao volume médio observado de 1979 a 2000.

"As mudanças recentes constatadas no Ártico se produzem a uma taxa muito mais rápida que o previsto", pela Avaliação dos impactos da Mudança Climática no Ártico, publicada em 2005, e o relatório do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas de 2007, conclui o WWF.

O derretimento da calota glacial da Groenlândia e da cobertura glacial do Ártico está próxima do "ponto de não retorno", além do que a situação será irreversível, estima a organização internacional.
...
Fonte - Folha

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Natureza em fúria

29/11/2006 - 20h46
Cientistas temem quebra de plataforma de gelo Ross
da Efe, em Wellington


Um grupo de cientistas que investiga a Antártida não descarta que a plataforma de Ross, uma placa de gelo do tamanho da França, possa se desprender a qualquer momento, causando a elevação do nível do mar em, pelo menos, 5 m, segundo o jornal neozelandês "The Press".


"Se o passado for alguma indicação do futuro, então a plataforma de gelo entrará em colapso", afirmou o cientista Tim Naish.

Naish dirige a equipe que reúne amostras na Antártida para conhecer a história do pólo Sul. Os cientistas conseguiram provas de que a plataforma de Ross já se desprendeu no passado.

"Estamos conseguindo tudo que podíamos sonhar", disse o cientista, do Instituto de Ciências Geológica e Nuclear. A pesquisa permitirá saber, entre outras coisas, como era a Antártida na época em que a temperatura do planeta era mais alta que a atual.

Os cientistas acompanham o degelo sofrido na Antártida e alguns calculam que, se a plataforma de Ross se desprender, o nível do mar subirá entre 5 e 17 m.

Fonte - Folha


Gelo do Ártico poderá derreter totalmente até 2080, alertam cientistas

da
France Presse, em Berlim

O gelo do Ártico poderá derreter totalmente até 2080 devido ao aquecimento climático, alertou um grupo de cientistas europeus que se reúnem na cidade alemã de Bremen (norte).

"Se a situação evoluir como prevêem os físicos, os campos de gelo do oceano Ártico desaparecerão completamente até 2080", disse Eberhard Fahrbach, do Instituto Alfred Wegner (AWI), membro do grupo Damocles de pesquisas sobre o Ártico europeu.

Segundo a previsão de Fahrbach, em questão de décadas não haveria mais áreas permanentemente congeladas. "Isto tem conseqüências que vão muito além do Ártico", acrescentou.

A mudança climática ameaça os ursos polares da região, por exemplo, e toda a cadeia alimentar. "Afeta também o peixe que vai parar na nossa mesa", acrescentou.

O programa Damocles (Developing Arctic Modeling and Observing Capabilities for Long-Term Environmental Studies) é um projeto europeu para monitorar e prever mudanças climáticas no Ártico.

Fonte - Folha

Mudança climática é visível no pólo sul
Agência France Press


Os efeitos do aquecimento climático já são bem visíveis na Antártica, informou um explorador canadense, citado nesta sexta-feira pela imprensa local.

"Já estamos no meio da catástrofe!", alertou Jean Lemire, chefe de uma missão de observação que acaba de passar mais de um ano na Antártica em um veleiro.

"Houve dias em que fez 10 a 12 graus no gelo durante o dia", contou o pesquisador ao jornal Le Devoir, afirmando que as temperaturas à noite caíam para 5 ou 10 graus Celsius negativos, sendo "aproximadamente a temperatura média do inverno em Montreal".

Lemire citou os trabalhos de cientistas posicionados na Antártica, que afirmaram, segundo ele, "que água lançada ao mar (devido ao derretimento do gelo) dobrou no curso dos últimos 13 anos".

"O maior desafio da Humanidade será, sem dúvida, a luta contra a elevação do nível do mar", estimou, afirmando-se "envergonhado" do descaso do governo canadense com o tratado sobre mudança climática.

Desde janeiro, os conservadores no poder em Ottawa não escondem seu ceticismo face ao protocolo de Kyoto sobre mudanças climáticas e o premier, Stephen Harper, repetiu várias vezes que seu país não está preparado para atingir os objetivos que o acordo internacional estabelece.

Fonte - Cosmo


"Nas últimas cenas da história terrestre, grassará a guerra. Haverá epidemias, pragas e fomes. As águas do oceano transporão seus limites. Propriedades e vidas serão destruídas pelo fogo e por inundações. Deveríamos estar nos preparando para as mansões que Cristo foi preparar para os que O amam. Maranata (Meditações Matinais, 1977), pág. 172."
(Eventos Finais - Ellen G. White - Pág. 24)

Mais sobre a natureza aqui, aqui, aqui e aqui.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Recuo do gelo expõe novas ilhas no Ártico

Por Alister Doyle

NY ALESUND, Noruega (Reuters) - Ilhas até então desconhecidas estão aparecendo no verão devido ao recuo do gelo do Ártico em níveisinéditos, disseram especialistas, questionando se o ritmo do aquecimento global não está superando as projeções da Organização das Nações Unidas (ONU).

Outro fenômeno registrado neste ano foi a dificuldade enfrentada por focas e ursos polares no arquipélago norueguês de Svalbard, já que o gelo marinho do qual esses animais dependem para a caça derreteu muitoantes do normal.

"Reduções de neve e gelo estão acontecendo num ritmo alarmante", dissea ministra norueguesa do Meio Ambiente, Helen Bjoernoy, em um seminário com 40 cientistas e políticos que começou na noite desegunda-feira em Ny Alesund, a 1.200 quilômetros do Pólo Norte.

"Esta aceleração pode ser mais rápida que o previsto (neste ano pelo painel climático da ONU)", disse ela a jornalistas. Ny Alesund, base para a exploração ártica, se intitula o lugar permanentemente habitado mais ao norte do mundo.

"Pode haver um Ártico sem gelo até meados deste século", disse Christopher Rapley, diretor da Pesquisa Antártica Britânica, acusando o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática de ter subestimado o degelo nas duas regiões polares do globo.

O degelo dos glaciais que vão do interior para a costa de Svalbardrevelou várias ilhas que não estavam nos mapas. "Sei de duas que apareceram no norte de Svalbard neste verão e não foram reivindicadas ainda", disse o ambientalista Rune Bergstrom, consultor do governonorueguês na ilha.

O pesquisador disse ter visto uma das ilhas, do tamanho aproximado de uma quadra de basquete. Outras ilhas apareceram nos últimos anos nas costas da Groenlândia e Canadá.

Apesar de tantos alertas sobre o aquecimento, nevava na segunda-feira em Ny Alesund, em pleno verão, várias semanas antes que o normal na região, que nesta época ainda está sendo banhada pelo sol da meia-noite.

Bjoernoy diz que a nevasca foi extemporânea e não invalida os alertas sobre o aquecimento.

Na sexta-feira, o Centro Nacional de Dados dos EUA sobre Neve e Gelo disse que o trecho congelado no Ártico "caiu abaixo do recorde mínimo absoluto de 2005 e ainda está derretendo". O gelo do Ártico atinge seu nível mínimo em setembro, quando então volta a congelar. A estatística norte-americana se baseia em dados de satélite desde a década de 1970.

Rapley disse que o recuo do gelo é ruim para as populações nativas e para a vida animal, mas que pode ajudar a exploração de gás e petróleoou a abertura de rotas marítimas entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

A Noruega espera que o seminário pressione os governos a aceitarem cortes maiores nas emissões de gases do efeito estufa. Participam do evento representantes da China e dos EUA, os dois maiores poluidores mundiais.

Fonte - O Globo

Nota DDP:
Não consigo perder a impressão de que todos os números relativos ao aquecimento global são tão precisos quanto aqueles indicados para avaliar fósseis em bilhões de anos. Pode ocorrer a história do celacanto ao contrário, ou seja, diziam que estava extinto e de repente apareceu para surpresa e desgosto de alguns. Quando previsões apontam para todos os possíveis males do aquecimento para o final deste século, surge a pergunta se não estaríamos às portas destes efeitos, o que pode repetir a surpresa e desgosto, mas agora de muitos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Aquecimento global: Chegamos ao ponto de não retorno para o clima ártico?

10.12.2008 - Há anos os cientistas vêm observando o Oceano Ártico com uma sensação de desconforto cada vez maior. O gelo marinho na extremidade norte do nosso planeta está derretendo - e isto vem ocorrendo de forma bem mais rápida do que se esperava.

De fato, em setembro de 2007, a área do Ártico coberta por gelo marinho equivalia a apenas a metade do território da Europa, o que corresponde a uma redução de 40% em relação à área coberta por gelo em meados da década passada, segundo cálculos do Centro Nacional de Dados Sobre Gelo e Neve, nos Estados Unidos. As geleiras da Groenlândia também estão desaparecendo em um ritmo alarmante. E o próprio Oceano Ártico vem sofrendo um aquecimento desde 1995, uma tendência que só acelerou-se desde o início desta década. No verão de 2007, a temperatura das águas no Mar de Bering, entre o Alasca e o leste da Sibéria, era 5ºC mais elevada do que a média. Ou seja, mais quente do que nunca.

Os dados são claros. A questão pendente há muito tempo é: Por que o Ártico está esquentando tão rapidamente? Os modelos climáticos projetam aquilo que deveria ser uma elevação de temperatura bem mais lenta na região ártica. Um aumento das emissões de gases causadores do efeito estufa e o aquecimento da atmosfera terrestre resultante não são suficientes para explicar esse fenômeno.
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Fonte - Portal Anjo

Nota DDP: Anotem: Não são suficientes.

Nas últimas cenas da história terrestre, grassará a guerra, haverá epidemias, pragas e fomes. As águas do oceano transporão seus limites. Propriedades e vidas serão destruídas pelo fogo e por inundações. Deveríamos estar nos preparando para as mansões que Cristo foi preparar para os que O amam. MAR, 172.

Satanás está trabalhando na atmosfera; envenena-a e aí dependemos de Deus quanto à vida – nossa vida presente e eterna. E estamos na posição em que nos encontramos, importa estarmos inteiramente alerta, totalmente devotados, de todo convertidos e consagrados a Deus. Mas parece que nos achamos como paralisados. Deus do céu, desperta-nos! 2 ME, 52.


"[Satanás] Estudou os segredos dos laboratórios da Natureza, e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto o permite Deus... Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo seu poder... Estas visitações devem tornar-se mais e mais freqüentes e desastrosas... Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta; e que os que apresentam os requisitos do quarto mandamento, destruindo assim a reverência pelo domingo, são pertubadores do povo..." O Grande Conflito, p. 589 e 590.

Louvado seja o nome de Deus pelos seus servos, os Profetas.
Welcome to the future.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Os polos se aquecem pela ação do homem

Así reza el artículo de "CienciaySociedad.info".

"Un equipo internacional de científicos ha hallado pruebas de que el calentamiento global en los Polos, que pierden cada vez más masa helada, se atribuye directamente a la actividad humana, según un estudio publicado en la última edición de Nature Geoscience. Por primera vez, se ha constatado que existe una “causa humana” en el aumento de las temperaturas tanto en la Antártida como en el el Ártico.

“Por primera vez, somos capaces de atribuir directamente el calentamiento en ambos extremos de la Tierra a la actividad humana”
[la negrita es mía], ha indicado Nathan Gillett, de la Universidad inglesa de East Anglia, que ha dirigido el estudio en el que han participado investigadores estadounidenses, británicos y japoneses.

Las temperaturas del Ártico han aumentado bruscamente en los últimos años y la placa de hielo submarina del continente alcanzó en 2007 su nivel más bajo, pero no se tenía aún constancia de tales efectos en el otro continente helado, la Antártida. Según el Panel Intergubernamental sobre Cambio Climático de la ONU, compuesto por 2.500 expertos, el año pasado la huella humana en el clima se detectó en todos los continentes excepto en la Antártida. Con esta nueva investigación, se disipan todas las dudas.

Los investigadores han comparado los niveles máximos de temperaturas y cuatro modelos climáticos y han observado que el calentamiento se produce en las dos regiones polares. El aumento de temperaturas lo atribuyen al incremento de los gases de efecto invernadero, principalmente derivado de la quema de combustibles fósiles, más que de transformaciones naturales.

Según los científicos, las temperaturas han aumentado 2ºC en los últimos cuarenta años en el Ártico. En la Antártida, este proceso es aún más rápido debido a la oscuridad que impera en sus aguas y a la humedad del terreno."

En otra web, madridmas.org se encuentra otra afirmación complementaria:

"Datos obtenidos por satélite han permitido constatar por primera vez y de modo definitivo que la masa total de hielo en el Ártico ha disminuido. Una reducción drástica, en algunos lugares de hasta 49 centímetros en el grosor del hielo, se produjo el pasado invierno, después de varios años de observación que indicaban un espesor constante.

La investigación, realizada por un equipo del University College London, sugiere que esta sustantiva pérdida de agua helada que cubre el Ártico podría significar que se ha alcanzado un «punto de no retorno». Un completo deshielo, situado por algunas proyecciones hacia 2080, podría incluso anticiparse a 2030-2040."


Hay quien pone en duda estas cuestiones, pero conforme pasa el tiempo, sigue siendo la tónica general en muchos informes, este mundo se derrite de modo irreversible.

Fonte - Cuenta Atras

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Quantidade de gelo no Ártico 'despencou'

A espessura do gelo no Oceano Ártico "despencou" no último inverno, segundo uma pesquisa do University College de Londres.

Os cientistas britânicos afirmam que a espessura do gelo no mar Ártico diminuiu até 49 centímetros em algumas regiões, segundo informações enviadas por satélite.

De acordo com os pesquisadores, estes resultados fornecem a primeira prova definitiva de que o volume total do gelo no Ártico está diminuindo.

O gelo no mar do Ártico bateu o recorde negativo ao chegar ao se menor tamanho em 2007, quando sua área atingiu apenas 4,13 milhões de quilômetros quadrados.

O recorde anterior era de 5,32 quilômetros quadrados, medidos em 2005.

"A espessura do gelo estava constante nos últimos cinco invernos antes deste, mas despencou no inverno depois do mínimo (registrado) em 2007", afirmou uma das autoras da pesquisa Katherine Giles à BBC.
...
Fonte - BBC

Nota DDP: Outro tipo de notícia que tem se tornado tão comum que tem perdido seu impacto. Mas o avanço do desequilíbrio continua avançando.
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