segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Perigo no ar?

Cidade do Vaticano, 30 ago (RV) - Ao mesmo tempo em que louvamos o Congresso Brasileiro pela aprovação do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, ficamos perplexos com a futura criação da Lei Geral das Religiões.

No Acordo vimos dois Estados, duas entidades independentes, autônomas, falando no mesmo nível e contemplando todas as religiões com as benesses adquiridas, se isso acontecer.

Na Lei Geral, paira no ar um cheiro de retrocesso, de volta à dependência ao Estado, de solicitação ao Poder Civil para que legisle sobre a prática da fé. Sente-se algo de retorno ao Brasil Império, onde um ministério legislava sobre a religião, como poderia e deveria ser praticada.

Esperava-se que os representantes do povo, cônscios de sua responsabilidade, não se deixassem levar por partidarismos, mas vissem o bem geral da nação. Infelizmente tal não acontece. Deixando de lado situações mais graves, vamos nos referir a situações comezinhas, mas não menos importantes, quando se pretender colocar no mesmo rol, por exemplo, um templo de 400 anos, seja de uma igreja cristã ou de uma sinagoga, mas patrimônio cultural da nação brasileira, com uma construção de poucos anos, que até há pouco era um local de diversão. Parece que não se entende do que se legisla e coloca-se no mesmo saco "oves et boves".

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: Vale a pena salientar que a "Lei Geral da Religiões" também em trâmite no Congresso Nacional Brasileito, apenas repete os termos da concordata estabelecida entre Brasil e Vaticano, abrindo os conceitos para as demais religiões.

Se há "perigo no ar", como diz o título original, pelo conteúdo "denunciado" na notícia supra, temos agora a ratificação "interna corporis" do que realmente se trata o acordo principal entre Brasil/Vaticano: Perigo no ar.

Outras nuances interessantes sobre esta questão das concordatas, aqui. Destaque:

Nos últimos anos, a Santa Sé vem adotando uma ofensiva diplomática para renovar e atualizar acordos com os países. Em cada local, a estratégia é moldar seus interesses com a realidade dos governos. Ao longo das últimas décadas, foram assinados cerca de 50 documentos.


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